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Abismo entre escolas ricas e pobres recua no Enem 2014

A distância entre o desempenho das escolas ricas do país em relação aos colégios com público de baixa renda caiu no Enem do ano passado. Mas ainda há um abismo.

A distância entre o desempenho das escolas ricas do país em relação aos colégios com público de baixa renda caiu no Enem do ano passado. Mas ainda há um abismo.

Os dados do exame foram divulgados pelo Ministério da Educação nesta quarta (5).

Para calcular a média dos colégios, a Folha considerou as quatro provas objetivas –linguagem, matemática, ciências humanas e da natureza.

Pelo segundo ano, o governo divulgou também um indicador socioeconômico de cada instituição. Distribuído em sete níveis, ele é apurado com base em questionário respondido pelos alunos e que considera itens como escolaridade dos pais, posse de bens e renda familiar.

Em 2014, a média das notas de escolas classificadas no nível socioeconômico "muito alto" ficou 133 pontos superior à das escolas no estrato "muito baixo". No Enem anterior, a diferença era maior –de 160 pontos.

Isso aconteceu porque a média das escolas no nível alto caiu (de 599 para 587) ao mesmo tempo em que a dos colégios do nível baixo melhorou (de 439 para 454).

Para o governo federal, o contexto social dos estudantes é o fator que mais influencia o desempenho escolar.

"Pela simples loteria da condição social da criança e do adolescente, ela pode perder um terço da nota", disse o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro.

Especialistas recomendam cautela na avaliação da posição das escolas no Enem. Dizem que avanços não significam melhora das redes de ensino, o que só é obtido com provas que apuram a qualidade da educação oferecida.

Os últimos dados do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), por exemplo, apontam que o ensino médio não tem melhorado.

Para quem procura um colégio ou quer saber se a matrícula está valendo a pena, as informações da avaliação são preciosas –mas sem perder de vista que o Enem não oferece um diagnóstico completo. Assim como a direção, pais e alunos são tão importantes para entender uma escola quanto as tabelas do Enem.

A diretora executiva da ONG Todos Pela Educação, Priscila Cruz, defende a necessidade de uma boa gestão escolar para melhorar as chances de acesso à universidade dos estudantes com baixas condições sociais.

"Uma boa política educacional tem mecanismos para neutralizar os obstáculos. Ter os melhores professores, ter equipamentos na escola que compensem a falta de livros ou de acesso à leitura que os alunos tenham em casa."

RANKING

O ranking nacional é liderado pelo Objetivo Integrado, colégio particular da capital paulista no topo do exame pelo sexto ano consecutivo.

Em último ficou a escola estadual Doutor Augusto Monteiro, na zona rural de Rio Branco (AC). A chuva no segundo dia de prova, que afastou estudantes, foi apontada pelo governo do Acre como motivo do desempenho.

Ao todo, 15.640 escolas compõem o ranking, feito dentre um total de 26.255 em todo o país. Só foram divulgadas as notas de instituições com mais de dez alunos no 3º ano do ensino médio e onde mais da metade desses estudantes fez a prova.

O MEC destacou avanços na média dos alunos nas provas objetivas –houve queda apenas em matemática. Se em 2013 a pontuação média de alunos de escolas públicas e privadas nessa área foi de 544 pontos, no ano passado, o índice atingido foi de 511.

O maior salto, em contrapartida, foi verificado em ciências humanas: de 537 pontos para 565 –28 pontos de diferença.

 

Fonte: André Moreira e Flávia Moreque, para Folha de S. Paulo, em 06 de agosto de 2015. Disponível em . Foto: internet.


06/08/2015


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